Coordenação Técnico-Médica
para a Prova Pericial
Casos complexos envolvem múltiplas especialidades — ortopedia, psiquiatria, neurologia, cardiologia. Sem coordenação, cada especialista produz seu parecer isoladamente, com linguagem inconsistente, cronologias desalinhadas e conclusões que podem se contradizer.
A coordenação técnico-médica resolve esse problema. Atuo como o ponto central que conhece o caso, organiza a documentação, faz o briefing técnico de cada especialista e busca favorecer que todos os pareceres formem um conjunto técnico coerente e integrado.
Pareceres desconectados
trabalham contra você.
É o cenário mais comum: o advogado aciona um ortopedista e um psiquiatra separadamente. Cada um recebe os autos em momentos diferentes, sem briefing do caso. O ortopedista foca na coluna e ignora o componente psiquiátrico. O psiquiatra não tem acesso aos exames de imagem. As datas não batem. As terminologias divergem.
Essas inconsistências podem fragilizar a prova técnica da parte. Não porque os pareceres estejam errados individualmente — mas porque, juntos, não formam um conjunto técnico coerente.
Uma linha,
uma linguagem.
O processo começa pela análise completa dos autos e pela construção da cronologia médico-funcional integrada. A partir daí, identifico quais especialidades são necessárias, elaboro o briefing técnico para cada uma e defino a sequência lógica dos pareceres.
Cada especialista recebe orientação sobre o caso, a documentação relevante e os pontos que deve abordar — tudo alinhado à mesma linha clínico-documental e à mesma linguagem. O resultado é um conjunto de documentos técnicos que se complementam e se reforçam mutuamente.
Vários especialistas,
um só conjunto técnico.
Casos com mais de uma condição clínica — coluna e ombro, LER/DORT e transtorno depressivo, perda auditiva e zumbido — costumam ter mais de um perito ou mais de um parecerista. Sem coordenação, cada especialista responde a partir do próprio recorte, com cronologias diferentes e termos que se contradizem. O perito do juízo percebe, e o juiz também.
A coordenação técnico-médica resolve isso com um método simples: um médico coordenador lê os autos inteiros, monta a linha do tempo médico-funcional, define a linha clínico-documental do caso e faz o briefing de cada especialista. Os pareceres são revisados para que usem a mesma cronologia, a mesma terminologia e o mesmo conjunto de documentos. O assistente técnico indicado nos autos continua sendo um só — o coordenador —, o que evita a multiplicação de indicações que o CPC não veda, mas que confunde.
Isso importa especialmente em ações de doença ocupacional com concausa (Lei 8.213/91, art. 21, I), em que a origem multifatorial exige que ortopedista, psiquiatra e médico do trabalho falem a mesma língua; e em ações previdenciárias com múltiplos diagnósticos, em que a incapacidade decorre do conjunto e não de cada doença isolada.
O coordenador também acompanha os prazos: indicação e quesitos (art. 465), diligências com 5 dias de aviso (art. 466, §2º), parecer em 15 dias (art. 477, §1º) e esclarecimentos. O advogado recebe um cronograma único e um interlocutor único.
Referências normativas
A parte indica assistente técnico — um coordenador único evita indicações múltiplas e desconexas.
Comunicação prévia das diligências: o coordenador organiza quem acompanha cada exame.
Perícia complexa com mais de uma área pode ter mais de um perito; a parte pode indicar mais de um assistente — coordenados.
Concausa: o trabalho que contribuiu diretamente, ainda que não como causa única — o caso típico de prova multidisciplinar.
Cada médico envolvido reserva suas observações para o parecer; nenhum intervém nos atos do perito.
Sigilo: a documentação circula entre os especialistas com contrato e termo de confidencialidade.
Perguntas frequentes
sobre este serviço.
Não. A coordenação inclui a seleção, o briefing e a revisão dos pareceres dos especialistas necessários. Os honorários de cada especialista são apresentados na proposta, por etapa, sem vínculo com o resultado.
Então a coordenação não é o serviço certo: o caminho é a assistência técnica direta, com quesitos, acompanhamento e parecer. A proposta indica o formato mais simples que resolve o caso.
Sim, em regra. Em perícias complexas com mais de um perito (CPC, art. 475), pode ser indicado mais de um assistente técnico — ainda assim sob a mesma coordenação e a mesma linha clínico-documental.
O que você recebe.
Gestão da Prova Médica
Planejamento completo da prova técnica com múltiplas especialidades.
Cronologia Integrada
Linha do tempo médico-funcional unificada a partir de todas as fontes documentais.
Quesitos Coordenados
Perguntas alinhadas entre todas as especialidades para consistência técnico-documental.
Pareceres Integrados
Supervisão técnica de cada parecer especializado para coerência interna.
Briefing por Especialista
Orientação técnica individual para cada médico envolvido no caso.
Acompanhamento Pericial
Presença do coordenador na perícia para favorecer abordagem mais completa.
Fale sobre o seu caso.
Envie o tipo de ação, a fase do processo e o prazo. Respondo em até 24 horas úteis com uma avaliação inicial e a proposta de honorários por etapa.
Médico · 14 anos de prática clínica
Medicina · UFSC · CRM-RS 37785 · CRM-SC 17722
Atendimento
Remoto em todo o Brasil
Acompanhamento presencial de perícias sob agendamento